Tesauro (latim = thesaurus, grego = thesaurós) significa tesouro ou armazenamento ou repositório. A partir de 1.500 a palavra começa a ser empregada para indicar um acervo ordenado de informações e conhecimentos.
Thesaurus Linguae Romanae et Britannicae, foi uma das primeiras obras a incluir o termo Tesauro no seu título, publicada em 1565, de autoria de Cooper.
O marco significativo na concepção atual de Tesauro se deu com a publicação em 1852 do Tesaurus of English Words and Phrases de Roget, o qual reúne palavras pela ordem alfabética, de acordo com as “ideias que exprimem.”
O crescimento da
produção de documentos científicos e técnicos, por volta dos anos 50, passou a
exigir um instrumento de representação do conteúdo mais elaborado que
os cabeçalhos de assunto. Nesse momento, começam a surgir os primeiros
tesauros.
Ainda na década de
50, estudiosos da classificação na Inglaterra se reuniram e criaram o Classification
Research Group – CRG, com o objetivo de estudar e aperfeiçoar as teorias da
classificação, e apresentou como resultado o Thesaurofacet , que é um marco no
desenvolvimento das linguagens documentárias pela integração da tabela de
classificação com o tesauro.
Aitchison, um dos participantes do CRG, empregou o método de faceta para
construir uma tabela de classificação para energia elétrica e, um Tesauro
alfabético que serviu de índice.
Na década de 70, é
editado o primeiro padrão internacional para construção de tesauro, a ISO
2788-74, International Organization For Standardization (ISO), que foi revisada
em 1986 , Guidelines for the Establishment and Development of Monolingual
Thesauri e nesta data se encontra em processo de atualização.
Na mesma década, a NISO - National Information
Standards Organization lança a norma ANSI/NISO Z39.19
-Guidelines for the construction, format, and management of monolingual
thesauri ,
hoje em sua quarta edição.
A revisão da
norma ANSI / NISO Z39.19-1993 - Guidelines for the
construction, format, and management of monolingual thesauri (Orientações para a
construção, o formato, e gestão de tesauros monolingues) é o
resultado dos trabalhos da TAG – Thesaurus Advisory Group criado no âmbito da
NISO, no período de 2002 a 2004, com o
objetivo de atualizar o conteúdo da
norma para o ambiente de informação digital, expandindo seu alcance aos
diferentes produtores e ou organizadores de conteúdos.
A norma ANSI / NISO Z39.19-2005 - Guidelines
for the construction, format and management of monolingual controlled
vocabularies
(Orientações para a construção, formato e gestão de vocabulários
controlados). A mudança no título, de
tesauro para vocabulários controlados, evidencia as modificações globais e a
abrangência da terminologia proposta nesta
norma.
No Brasil, o
desenvolvimento das ações para disseminação de tesauros, pode ser destacado por
duas publicações. Em 1993, o IBICT- Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia traduziu o documento da UNESCO e o publicou com o título
de Diretrizes para o estabelecimento e desenvolvimento de tesauros monolingües.
Em 1997, a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, editou a NBR 13289/
97. Terminologia. Princípios. Métodos de elaboração e apresentação de normas de
terminologia e NBR 13790/97. Terminologia. Princípios. Métodos de harmonização
de conceitos e de termos.
REFERÊNCIA
CAMPOS, Maria Luiza
Almeida. Perspectivas para o estudo da
área de representação da informação.
Disponível em http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/441/399
CENTELLES, Miquel. Taxonomias para la categorización y la
organización de la información en
sítios web. Disponível em: http://www.hipertext.net/web/pag264.htm
DODEBEI,
Vera Lúcia D. Tesauro: linguagem de
representação da memória documentária. Rio de Janeiro: Intertexto/Interciência,
2002.
GOMES, Hagar
Espanha. Classificação, tesauro e
terminologia: fundamentos comuns. Disponível em http://www.conexaorio.com/biti/tertulia/tertulia.htm